Como todos sabem o mapeamento térmico é um item fundamental, quando falamos em Boas Práticas de Armazenagem para depósitos climatizados e não climatizados.

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No entanto, temos algumas perguntas frequentes quando falamos sobre a definição dos critérios para mapeamento térmico, como:

O presente artigo serve como referência documentada para definir os passos para um correto mapeamento térmico, de forma documentada e estruturada.

Para a realização do mapeamento, necessitamos passar por alguns itens fundamentais para execução dos trabalhos, que são os critérios para o mapeamento térmico. Estes itens estão descritos abaixo:

Planejamento

O planejamento é um dos itens fundamentais para execução do trabalho de mapeamento térmico.

O planejamento pode ser divido nas seguintes etapas:

Pré-Requisitos

Antes iniciar as etapas do mapeamento devemos verificar alguns pré-requisitos são atendidos, tais como:

Análise de Riscos

Deve ser feita uma avaliação de riscos para verificar itens relacionados ao almoxarifado.

A ferramenta a ser utilizada é de livre escolha do responsável dos testes. Segue alguns exemplos:

Na avaliação de riscos devem ser considerados os seguintes itens:

Seleção da Tecnologia adequada para Mapeamento

Atualmente existem vários tipos de tecnologias para a realização do mapeamento térmico como:

Para o mapeamento térmico devido a facilidade e ao custo, normalmente é utilizado o Datalogger.

O sistema Datalogger consiste na programação de loggers, através de um software de interface entre o computador e o logger.

Independente da marca ou modelo do logger a ser utilizado, deve sempre se atentar se o mesmo está calibrado e validado conforme o guia da validação de sistemas computadorizados da Anvisa ou de acordo com a norma 21 CFR Part 11 do FDA.

Quantidade de Sensores

Não existem uma quantidade correta de sensores mínimos e máximos para o mapeamento térmico.

O que temos que nos atentar é que todos os pontos críticos definidos na análise de riscos foram considerados. Outra forma de abranger o depósito como um todos é avaliar o mesmo em pelo menos 3 níveis, sendo o primeiro na altura da posição de pallet mais baixo, o segundo na metade e o terceiro na posição de pallet mais alto (vide exemplo abaixo)

Já no sentido longitudinal, pode-se adotar por exemplo, uma distância padrão (+/- 7 metros) e avaliar os 3 níveis (vide figura abaixo).

Deve-se lembrar que esta distância varia de depósito a depósito.

E aconselhável inserir sensores do lado externo do prédio para verificar temperatura e umidade ambiente e próximo à portas de entrada e saída do depósito.

Documentação

Após a etapa de planejamento, o próximo passo é colocar no papel todas as rotinas de testes, como:

Obs: para a qualificação inicial, fazer 2 testes, um com carga vazia e outra com carga cheia do depósito. Para revalidações, fazer os testes com a carga habitual do depósito. Durante os testes, o depósito deve ser utilizado normalmente.

O nome deste documento é protocolo de qualificação de desempenho, mas em algumas empresas este nome pode mudar, como: protocolo de mapeamento térmico, protocolo de revalidação térmica de depósito etc.

Independente dos nomes adotados deve haver um roteiro de testes para a execução dos trabalhos.

Execução

Com o protocolo ou roteiro de testes na mão, a execução consiste em programar os loggers e distribuir nos locais determinados na análise de riscos e protocolo de qualificação.

Um ponto muito importante é colocar os loggers sempre em locais seguros, longe de impactos com as empilhadeiras e contato direto com água (para sensores ambientes externos).

Análise dos Resultados e Relatório final

Após o estudo realizado, deve-se analisar os dados e elaborar o relatório final.

A análise dos dados consiste em verificar os seguintes fatores:

Com os resultados podemos definir, qual região é mais “perigosa” e realocar os materiais menos críticos para esta região. Se for o caso, a região deve ser interditada até que o problema seja solucionado.

Deve-se lembrar que deve ser anexado ao relatório final e ao protocolo de Qualificação o certificado de calibração de todos os loggers ou sensores utilizados nos testes.

Mantendo o status de Validado

Os testes devem ser realizados sempre de forma periódica. A periodicidade é definida de empresa a empresa. É aconselhável que a mesma seja feita de forma anual. Caso existam sensores monitorando os pontos mais críticos, é aceitável espaçar os testes para 2 em 2 anos.

Deve–se  lembrar que esta definição deve ser escrita em análise de riscos e deve ser justificado qualquer mudança de periodicidade.

Segue abaixo as ferramentas que são fundamentais para manter o sistema validado:

Deve-se lembrar que o ciclo é sempre contínuo durante a vida de um depósito, e qualquer mudança significativa deve ser validada.

Referencias Biliográficas:

Convenção Farmacológica dos Estados Unidos:


Prof. Fabrício Rodrigues Dias

Engenheiro Elétrico com Ênfase em Automação graduado pelo centro Universitário Radial, MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com experiência profissional nas áreas de validação e manutenção em unidades fabris, de indústrias farmacêuticas multinacionais de grande e médio  porte, como Sanofi-Aventis,  Chiesi Farmacêutica  e  Bristol Myers Squibb (BMS). Atualmente Atua como Diretor Técnico na Doctor Quality.  Experiência em star-up de plantas, comissionamentos, qualificação de equipamentos,   validação  de  transporte, Validação de Utilidades, Validação de Sistemas computadorizados e realização de FAT´s de equipamentos de produção. Áreas de atuação: Garantia da Qualidade, Validação ,  Engenharia  e Manutenção.

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