Qual a importância da doação de órgãos e tecidos?

Qual a importância da doação de órgãos e tecidos?

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Enquanto você estiver lendo este conteúdo, saiba que mais de 40 mil pessoas aguardam por uma doação de órgãos e tecidos.

É por isto que neste artigo viemos falar sobre a importância da doação de órgãos e tecidos, e quebrar alguns “tabus” que existem sobre este tema.

Essas dúvidas e tabus impedem, muitas vezes, que pessoas aceitem ser doadoras de órgãos e tecidos. E o que muitas delas não sabem é que milhares de vidas poderiam ser salvas se mais pessoas aceitassem a doação.

Uma pessoa que precisa de uma córnea e recebe-a, vai voltar a enxergar. Já aqueles que podem deixar de fazer diálise, terão a oportunidade de voltar a trabalhar, viajar e fazer tantas outras coisas, ao invés de ficar quatro horas, todos os dias, preso a uma máquina.

Fique conosco até o final deste conteúdo e confira:

Sem mais delongas, vamos ao que interessa. 

 

O que é a doação de órgãos e tecidos?

A doação de órgãos e tecidos é a remoção dos órgãos e tecidos do corpo de uma pessoa, conhecida por doador, que pode ter morrido recentemente ou pode ser um doador voluntário ainda em vida.

Essa doação de órgãos tem o objetivo de transplantar os órgãos e tecidos removidos do doador, para outras pessoas que estão vivas e muitas vezes dependem desta doação para continuarem vivas, ou viverem com mais qualidade.

Pessoas de todas as idades podem ser doadoras de órgãos e tecidos. Este ato de doar seus órgãos e tecidos pode salvar vidas, ajudando outras pessoas. 

O transplante de órgãos, quando o indivíduo doador falece, é realizado algumas horas após a morte. Isto garante que o funcionamento do órgão transplantado na pessoa que o receberá não seja inviabilizado.

Ainda neste artigo falaremos mais também sobre a doação em vida, assunto que gera muitas dúvidas nas pessoas.

Porque a doação de órgãos é importante?

A doação de órgãos ou de tecidos é um ato onde estamos manifestando a vontade de doar uma parte, ou mais de uma, de nosso corpo para ajudar outras pessoas. 

Em outras palavras, é um ato que salva vidas.

Uma pessoa que hoje precisa de um coração, ou de um pulmão, muitas vezes com dificuldades para fazer simples tarefas como subir uma escada, amarrar seu próprio calçado ou tomar um banho, poderá respirar novamente e sobreviver com o novo órgão que recebeu.

Quando um paciente não tem uma parte de seu corpo funcionando bem, sua qualidade de vida pode ser melhorada com a chegada de um órgão ou tecido novo.

Por outro lado, a contribuição também pode acontecer de maneira mais indireta, quando a doação de órgãos e corpos é feita para a ciência, após a morte do doador.

Este ato também salva vidas, pois esta decisão contribui para a realização de pesquisas na área da saúde, e também para a formação de diversos profissionais relacionados a esta área.

Existe é claro um grande avanço das tecnologias, que permitem hoje que futuros profissionais tenham em mãos bonecos que são capazes de reproduzir as reações humanas. Mas ainda assim, o contato direto com o corpo humano verdadeiro, continua sendo crucial.

Para que uma pessoa falecida possa doar seus órgãos, precisa existir uma confirmação do diagnóstico de morte encefálica, ou seja, pessoas que tiveram todas as funções do seu cérebro interrompidas.

Isto normalmente acontece em casos de acidentes que provocam traumatismo craniano, como acidentes de carro, moto, quedas, etc. Também pode ocorrer em casos de acidente vascular cerebral, evoluído para morte encefálica.

Quantos órgãos a gente pode doar?

A doação de órgãos pode ser do rim, fígado, coração, pâncreas , intestino, pele e pulmão. Já a de tecidos pode ser de córnea, pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea, tendões, meninge e sangue de cordão umbilical.

Parte do fígado, o rim e a medula óssea, são tipos de doações que podem serem feitas em vida.

Segundo a legislação brasileira, é permitida a doação de órgãos até o quarto grau de parentesco. Para ir mais além deste nível é necessária a posse de uma autorização judicial.

Como ser um doador de órgãos em vida?

A doação de órgãos e tecidos pode acontecer também, em vida, e não apenas após a morte do doador.

É o caso de órgãos duplos, como rim, por exemplo. Mas também se encaixam nesta lista o fígado e o pulmão, onde parte do órgão doador é transplantada para o paciente que necessita do mesmo.

Para que este tipo de doação aconteça obviamente o doador precisa ter boas condições de saúde, após passar por uma avaliação médica. 

O doador também precisa ser juridicamente capaz e concordar com tal doação. 

Segundo a legislação, pais, irmãos, filhos, tios, primos e avós podem ser doadores. Já pessoas que não possuem grau de parentesco podem ser doadores apenas com uma autorização judicial.

Os órgãos que podem ser doados de um voluntário em vida, são: 

  • Rim: é um órgão duplo, portanto pode ser doado ainda em vida. Uma pessoa consegue levar uma vida normal com apenas um dos rins.
  • Medula óssea: através da coleta de sangue ou aspiração óssea direta é possível obtê-la.
  • Fígado ou pulmão: são doadas apenas partes destes órgãos.
Agora uma curiosidade: você sabia que ossos também podem ser doados? Entenda mais a seguir.

 

Doação de ossos: Quais ossos podem ser doados?

Qual a Importância da Doação de Órgãos

Ossos também podem ser doados e serem capazes de evitar amputações de membros. 

Nossa abordagem até agora foi falar mais sobre a doação de órgãos e tecidos, e com isto mencionamos rins, fígado, coração, etc…

Mas os ossos podem também serem doados e devolver uma qualidade de vida para muitas pessoas que necessitam deste tipo de transplante, ou de enxertos ósseos.

Apenas um doador de ossos pode beneficiar cerca de 30 pessoas.

Claro que, a vontade de ser doador de ossos deve ser comunicada em vida para à família. 

Porém a nossa realidade ainda é de muita resistência quanto a doação de ossos, existe uma recusa por este tipo de doação de 50% entre os doadores. 

Um dos empecilhos é justamente a falta de informação e exploração deste tema, o que faz com que as pessoas tenham um desconhecimento sobre os benefícios e importância deste gesto.

Mas para você leitor da Doctor, este conhecimento já chegou. Viu só, que legal?

O transplante ósseo normalmente é chamado de enxerto, e sendo assim eles podem ser divididos de acordo com sua natureza, em 4 grupos:

  • Enxerto autólogo: é o transplante de um osso de um local para o outro.
  • Isoenxerto: troca de enxerto entre pessoas com características genéticas idênticas do mesmo zigoto, como por exemplo irmãos gêmeos idênticos. 
  • Aloenxerto ou enxerto homólogo: transplante para um outro indivíduo, da mesma espécie, com características genéticas desiguais.
  • Xenoenxerto ou enxerto heterólogo: neste caso faz-se o transplante de um indivíduo de uma espécie para outra, como por exemplo de uma vitela para o ser humano.

Para que o transplante de ossos aconteça de forma eficaz, é preciso que o procedimento seja realizado em uma área com um rigoroso controle de qualidade

Neste lugar são realizados testes e exames bacteriológicos, fúngicos, radiológicos e histopatológicos, para minimizar os riscos para a saúde do indivíduo receptor.

Com base nos resultados de todos estes exames é determinado se o transplante irá acontecer, ou não.

Caso prossiga, os tecidos são armazenados a uma temperatura de -80cº (oitenta graus negativos). Interessante, não é?

Isto nos leva a pensar: quanto tempo dura um órgão para transplante? Por isto nós também trouxemos algumas informações para responder esta dúvida. Confira!

Quanto tempo dura um órgão para transplante?

É triste mas diversos órgãos destinados para doação acabam sendo descartados, enquanto isto milhares de pessoas aguardam na fila por um transplante. 

Os motivos? Existem mais de um motivo, mas um deles é a conservação dos tecidos

Os rins são órgãos mais resistentes, por isto aguentam até 36 horas após serem removidos do corpo do doador. 

Já o intestino, fígado e pâncreas, não podem ficar mais de 12 horas em um regime hipotérmico.  

O coração e o pulmão são piores ainda, quando não são transplantados em até quatro horas após serem removidos do doador, acabam perdendo sua serventia. 

Métodos mais avançados de armazenamento e conservação são estudados, mas não estão ainda sendo utilizados.

Um destes métodos é a criopreservação.

A criopreservação permite que as células estaminais estejam disponíveis a qualquer momento, podendo ser facilmente descongeladas, para utilização em caso de necessidade, no tratamento de várias doenças.

Este método utiliza temperaturas extremamente baixas, entre -160Cº e -196Cº. O problema é que no momento de reaquecer os tecidos para o transplante, eles esfarelam ou criam cristais de gelo.

 

Setembro Verde: mês de conscientização sobre doação de órgãos

O chamado “Setembro Verde” é o nome para a campanha de conscientização sobre doação de órgãos e tecidos, que reúne esforços de ONGs que são direcionadas a esta causa, e também do Ministério da Saúde.

Esperamos que este artigo tenha deixado mais claro para você a importância da doação de órgãos e tecidos, pois sabe-se que as filas de espera para receber um transplante ainda são longas. 

E claro, o número de doações é inferior à demanda.

Em 2018, segundo o Ministério da Saúde, foram realizados 26.518 transplantes no Brasil. 

Números de 2018: 

  • Cerca de 8.853 transplantes foram de coração, fígado, pâncreas e pulmão e rim
  • 14.778 transplantes apenas de córnea
  • E 2.877 transplantes de medula óssea

Lembra de mais alguma informação importante sobre este tema? Então compartilha com a gente aqui nos comentários.

Forte abraço!

 

Não vá embora ainda...

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