O que são dermocosméticos? Classificação ANVISA, regulamentações, e diferença entre cosméticos e dermocosméticos

O que são dermocosméticos? Classificação ANVISA, regulamentações, e diferença entre cosméticos e dermocosméticos

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Nos últimos anos no Brasil, houve um crescimento gigante na procura por dermocosméticos. Diante deste cenário nasce a necessidade de saber mais sobre o que são os dermocosméticos. 

 O Brasil é um dos protagonistas do mercado mundial de beleza. Até 2018 o crescimento era de 10 milhões de dólares no setor.

Os cosméticos que são muito valorizados no Brasil, nos últimos anos acabaram impulsionando também as vendas dos dermocosméticos.

Diante da necessidade de saber mais sobre o que são os dermocosméticos, surgem outras dúvidas como por exemplo entender a diferença entre cosméticos e dermocosméticos

Para profissionais da área farmacêutica, também é importante abordar este tema pois o mesmo trás dúvidas com relação as Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos

Por isto, no conteúdo de hoje você aprenderá: 

Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

 

O que são dermocosméticos?

Os dermocosméticos são produtos utilizados no cuidado com a pele. Eles possuem ativos e outras substâncias que podem ser utilizados em tratamentos dermatológicos distintos.

Os dermocosméticos possuem ativos farmacológicos, com foco na beleza e também na saúde da pele. 

Alguns tratamentos dermatológicos que estes produtos podem ser utilizados são: 

  • Redução de rugas
  • Manchas
  • Flacidez

De acordo com a Anvisa estes produtos são classificados como de classe 2, isto significa que para um produto dermocosmético ser aprovado, precisa passar por testes e demais pesquisas que comprovam cientificamente o feito e segurança das suas formulações.

Na maioria das vezes um dermocosmético não tem risco de causar alergias e irritações na pele, isto porque não costumam trazer conservantes, corantes e perfumes em suas composições.

Um artigo publicado pela Forbes, afirmou que o Brasil é um dos protagonistas do mercado mundial de beleza. Até 2018 o crescimento era de 10 milhões de dólares no setor.

Os cosméticos que são muito valorizados no Brasil, nos últimos anos acabaram impulsionando também as vendas dos dermocosméticos.

Como já mencionamos os dermocosméticos possuem uma verificação mais rígida, para que tenham sua funcionalidade garantida a curto, médio e longo prazo, dependendo da proposta do produto.

Para que serve um dermocosmético?

Um dermocosmético como já mencionado anteriormente é um produto que possui ativos destinados para várias funções.

Com isto, um único produto pode ser responsável por hidratar, tratar cicatrizes de acne, manchas, rugas, etc.

Obviamente que este produto precisa ter sua eficácia comprovada. 

É por isto que um dermocosmético possui sua eficácia comprovada junto à Anvisa, passando por diversos testes para garantir que entregue os resultados finais esperados com segurança.

E os cosméticos, o que são?

Os cosméticos possuem uma ação que complementam a dos dermocosméticos, agindo nas primeiras camadas da pele e causando mudanças mais rápidas.

Apesar das mudanças provocadas pelos cosméticos serem mais imediatas, elas possuem uma menor duração.

Um exemplo é se você possui olheiras ou manchas no rosto, ao aplicar um cosmético como base ou corretivo poderá imediatamente garantir uma aparência mais uniforme, mas ao remover o produto que você havia aplicado, as manchas ainda estarão lá.

O desenvolvimento de um produto cosmético deve ser focado em entrega com velocidade, mas também pensando na qualidade e propósito.

Qual a diferença entre cosmético e dermocosmético?

Os cosméticos são produtos que agem na camada mais superficial da pele, enquanto os dermocosméticos se aprofundam e se encaixam em um equilíbrio essencial para a saúde dermatológica.

Os efeitos dos cosméticos por mais que sejam imediatos, são momentâneos. Enquanto isto os dermocosméticos tem o objetivo de reduzir ou eliminar problemas de pele a longo prazo.

Os cosméticos tratam da aparência de um indivíduo apenas quando são aplicados sobre a pele, e os componentes presentes na formulação de um cosmético não necessitam de comprovação científica.

Não há necessidade de escolher entre um e outro, mas você pode por exemplo aliar os dois produtos no seu dia a dia

Enquanto você utiliza por exemplo um cosmético para disfarçar os sinais da idade, ao mesmo tempo um dermocosmético pode proporcionar um tratamento específico para rejuvenescimento, com resultados mais efetivos e duradouros.

Portanto não há uma necessidade de optar por um dos dois produtos, mas sim utilizar o produto correto para a devida situação.

  • Efeito imediato com baixa duração: Utilize um cosmético
  • Solução efetiva a longo prazo: Utilize um dermocosmético

Ao aliar um cosmético com um dermocosmético você estará proporcionando benefícios de dois produtos para a sua pele. 

Existem alguns produtos dermocosméticos que inclusive podem ser aplicados sob a maquiagem, permitindo que sua pele tenha uma hidratação imediata e ao mesmo tempo duradoura. 

Ambos os produtos estão disponíveis no mercado e não exigem que você possua receita médica, mas ainda assim, é indicado que você consulte um dermatologista, pois este profissional é o mais indicado para entender suas necessidades e lhe recomendar o tratamento correto.

Como os dermocosméticos agem na pele

Como já mencionado neste artigo os dermocosméticos agem nas camadas mais profundas da pele, enquanto os cosméticos atuam nas camadas mais superficiais.

Isto acontece porque os dermocosméticos possuem ativos com maior capacidade de penetração na pele. 

Já falamos que um cosmético poderá ajudar o paciente caso ele precise disfarçar temporariamente uma mancha ou acne, por exemplo. 

E do contrário, caso este paciente precise de uma solução mais duradoura e eficaz, é recomendado o uso do dermocosmético, pois atuará no tratamento do problema e não apenas no disfarce.

Principais ativos presentes nos dermocosméticos

Alguns princípios ativos presentes nos dermocosméticos são: 

  • Aminexil: utilizado no tratamento para queda de cabelo
  • Rhamnose: utilizado no tratamento para renovação da pele

Uma das grandes diferenças entre os princípios ativos utilizados em cosméticos e nos dermocosméticos é que no caso dos produtos dermocosméticos os ativos são frutos de estudos científicos, criados em laboratórios e suas fórmulas são patenteadas pelo fabricante.

Outra diferença está na quantidade de princípio ativo, uma vez que ela é maior nos dermocosméticos do que nos cosméticos.

Segurança e Resultado

Conforme já abordado neste conteúdo os dermocosméticos são considerados pela Anvisa como cosméticos de nível 2 (grau II).

Isto implica na rigorosidade de testes que estes produtos foram submetidos.

Para que os dermocosméticos garantam sua eficácia é preciso realizar primeiramente amplos estudos clínicos que comprovam que o determinado produto entrega o resultado final esperado.

Além disto estes estudos e testes garantem maior segurança ao utilizar os produtos dermocosméticos e também a menor ocorrência de efeitos adversos.

Desta forma, todo produto cosmético não classificado como grau II possui uma maior chance de resultarem em efeitos colaterais, como por exemplo coceira e vermelhidão.

Os cosméticos e dermocosméticos por agirem de maneira diferente, também obviamente apresentarão resultados diferentes. 

“Os resultados do uso de dermocosméticos dependem de uma modificação interna que depois se evidenciará externamente, por isso é mais demorado, no entanto, mais eficaz pois trata o problema”. – Silvia Takakuwa (minhavida.com.br)

Neurocosméticos: o que são?

A neurocosmética é a evolução da era cosmética sensorial, ou seja, é baseada em substâncias que quando aplicadas no organismo exercem benefícios para a saúde e beleza da pele, cabelos e anexos cutâneos. 

A pesquisa sobre neurocosmética visa explorar os aspectos fisiológicos da felicidade, ou seja, busca mimetizar os efeitos positivos que o estado de felicidade e bem-estar proporcionam para a pele e demais estruturas relacionadas.

Os ativos adicionados em produtos neurocosméticos possuem ação neurossensorial e neuroprotetora, que atuam no sistema neuronal da ele. 

Estudos comprovaram em 2011, que os neurocosméticos podem atuar na proteção de terminações nervosas cutâneas e manter a rede neuronal íntegra por mais tempo, adiando o processo de envelhecimento. 

Estes produtos atuam também no metabolismo celular, o que leva a melhora da hidratação e firmeza da pele, além da proteção.

Em um próximo artigo poderemos abordar mais sobre este assunto. Comente no final desta página se você gostaria de ver este assunto em um próximo artigo.

Dermocosméticos Anvisa

Os dermocosméticos são qualificados quando seus ingredientes ativos passam por testes laboratoriais rigorosos. 

O objetivo de um dermocosmético precisa ser claro e cientificamente comprovado. 

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a definição para produtos de grau 1 são os produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes cuja sua formulação cumpre com a definição adotada no item 1 do Anexo I da sua Resolução (RDC 211/05). 

Estes produtos possuem propriedades básicas ou elementares, onde sua comprovação não é inicialmente necessária e os mesmos não requeiram informações detalhadas quanto ao seu modo de suar e suas restrições de uso.

Já os produtos de grau 2 são produtos que exigem comprovação de segurança e/ou eficácia, bem como informações e cuidados, modo e restrições de uso.

Esta classificação é dada de acordo com critérios que foram definidos em função da probabilidade de ocorrência de efeitos não desejados devido ao uso inadequado do produto, ou sua formulação, finalidade de uso, áreas do corpo onde o mesmo será aplicado e os demais cuidados que devem ser observados quando o produto for ser utilizado.

Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos

Segundo a Anvisa, produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes destinados à comercialização devem estar devidamente regularizados e fabricados por indústrias habilitadas, regularmente inspecionadas pela autoridade sanitária competente.

A normal atualmente em vigor que dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos, Produtos de Higiene Pessoal e Perfumes, é a RDC nº 48/2013.

Esta norma estabelece os procedimentos e as práticas que o fabricante deve aplicar para assegurar que as instalações, métodos, processos, sistemas e controles usados para a fabricação destes produtos sejam adequados de modo a garantir a qualidade dos mesmos.

Acesse e entenda mais sobre as Boas Práticas de Fabricação de Cosméticos.

Os fabricantes destes tipos de produtos devem assegurar que estes são adequados para o uso pretendido e estejam de acordo com os requisitos de qualidade pré-estabelecidos.

Os aspectos de segurança para o uso pessoal envolvido na fabricação e de proteção ambiental estão regulamentados por legislação específica e os estabelecimentos devem cumprir com os requisitos aplicáveis a cada uma das áreas.

Por hoje ficamos por aqui, não esqueça de deixar seu comentário dizendo o que você achou sobre este artigo.

Até a próxima, forte abraço!

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