A Hidroxicloroquina no combate à COVID-19

A Hidroxicloroquina no combate à COVID-19

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Muito se fala sobre a Hidroxicloroquina no momento atual em que vivemos. 

Um medicamento que está sendo cogitado como eficaz no combate à COVID-19

Mas você sabe o que é a Hidroxicloroquina? Antes poucas pessoas sabiam da existência deste medicamento, mas atualmente com a pandemia do coronavírus, estamos escutando falar dele a todo momento.

Com isto no artigo de hoje nosso objetivo é deixar você mais informado com relação a este medicamento, para que ele é utilizado e também tirar suas dúvidas sobre a utilização dele contra a COVID-19

Confira o que vem por ai:

Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

 

O que é a Hidroxicloroquina?

É um medicamento sensível à Cloroquina, muito utilizado na prevenção e no tratamento da Malária

A Hidroxicloroquina também pode ser usada no tratamento de artrite reumatoide, lúpus eritematoso, porfiria cutânea tarda, febre Q e doenças fotossensíveis.

O tratamento com tal medicação se dá via oral, recentemente a Hidroxicloroquina está sendo utilizada no tratamento experimental contra a COVID-19

Muito se fala sobre os efeitos colaterais deste medicamento e suas reações adversas, por exemplo: 

  • Reações adversas no trato gastrointestinal
  • Sistema hematológico
  • Neurológico
  • Neuromuscular
  • Dermatológico e cardiológico
  • Além de toxicidade retiniana

Não estamos falando aqui de um medicamento isento de riscos, mas, ainda assim a Hidroxicloroquina continua sendo utilizada para tratamento de doenças reumáticas durante a gravidez, por exemplo.

A Hidroxicloroquina foi sintetizada em 1946, por Surrey e Hammer, e foi aprovada para uso médico nos Estados Unidos em 1955.

Este medicamento faz parte da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde, que lista os medicamentos mais eficazes, seguros e fundamentais num sistema de saúde.

Indicações

A hidroxicloroquina é usada no tratamento de malária, lúpus eritematoso sistémico, doenças reumáticas como a artrite reumatoide, porfiria cutânea tarda e febre Q.

É amplamente usada no tratamento de artrite pós-doença de Lyme.

Por outro lado, com relação as suas contra indicações, uma delas diz que a Hidroxicloroquina não deve ser prescrita a pessoas com hipersensibilidade aos compostos das 4-aminoquinolinas.

Segundo a Wikipédia: 

“4-Aminoquinolina é uma forma de aminoquinolina com o grupo amina na posição 4 da quinolina. O composto é usado como precursor para a síntese dos seus derivados.”

 

O que é a Cloroquina?

A Cloroquina é um medicamento utilizado no tratamento da Malária em algumas regiões, onde a doença não é resistente a este medicamento.

Porém, em alguns tipos de malária, estirpes resistentes e casos complicados geralmente é necessário administrar outros medicamentos.

Algumas vezes a Cloroquina também é utilizada para tratamento de:

  • Amebíase extraintestinal
  • Artrite reumatoide e 
  • Lúpus eritematoso

A cloroquina foi descoberta em 1934 pelo investigador da Bayer, Hans Andersag. É um medicamento de tratamento oral. 

Também pertence a Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde.

Sobre a Malária

A cloroquina é utilizada para o tratamento e profilaxia, parte da medicina que estabelece medidas preventivas para a preservação da saúde, da malária, provocada pelos protozoários Plasmodium vivax, Plasmodium ovale, e P. malariae. 

Não é recomendada para tratamento ou prevenção quando o protozoário da malária for o Plasmodium falciparum, visto que este começou a desenvolver uma resistência contra a droga.

A cloroquina foi utilizada em massa durante os períodos de surto por malária, o que pode ter contribuído para que os protozoários desenvolvessem uma resistência contra a droga

Desta forma, antes de utilizar o medicamento faz-se necessário que haja uma verificação se o mesmo ainda é efetivo, naquela região.

Analisa-se se existem históricos de surtos na respectiva região, caso a Cloroquina não seja eficiente, existem outras drogas alternativas que devem ser utilizadas para tratamento da Malária, tais como: 

  • Mefloquina
  • Atovaquona

A Hidroxicloroquina e Cloroquina contra a COVID-19

Uma nota técnica publicada pela ANVISA, fala o seguinte: 
Abre aspas, no contexto da atual pandemia decorrente do novo Coronavírus, evidências científicas sobre o potencial uso da Cloroquina e da Hidroxicloroquina no tratamento da doença estão sendo geradas e publicadas.
No Brasil, existem tanto medicamentos à base de Cloroquina como de Hidroxicloroquina registrados. 
As indicações aprovadas para esses medicamentos são:

  • afecções reumáticas e dermatológicas (reumatismo e problemas de pele)
  • artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações)
  • artrite reumatoide juvenil (em crianças)
  • lúpus eritematoso sistêmico (doença multissistêmica)
  • lúpus eritematoso discoide (lúpus eritematodo da pele)
  • condições dermatológicas (problemas de pele) provocadas ou agravadas pela luz solar
  • Malária (doença causada por protozoários): tratamento das crises agudas e tratamento supressivo de malária por Plasmodium vivax, P. ovale, P. malariae e cepas (linhagens) sensíveis de P. falciparum (protozoários causadores de malária). Tratamento radical da malária provocada por cepas sensíveis de P. falciparum.

Um estudo in vitro desenvolvido por pesquisadores chineses avaliou o efeito antiviral da hidroxicloroquina contra o SARS-CoV-2 em comparação com a Cloroquina. 
Os pesquisadores afirmam que a Hidroxicloroquina inibiu efetivamente a etapa de entrada do vírus na célula assim como estágios celulares posteriores relacionados à infecção pelo SARS-CoV-2. 
Esse efeito também foi observado com a Cloroquina
Os pesquisadores também observaram que a Cloroquina e a Hidroxicloquina bloqueiam o transporte do SARS-CoV-2 entre organelas das células (endossomos e endolisossomos) o que parece ser a etapa determinante para a liberação do genoma viral nas células no caso do SARS-CoV-2.
Gautret et al. conduziram um estudo clínico aberto não randomizado. 
Apesar de seu pequeno tamanho amostral (foram 20 pacientes tratados), os autores afirmam que essa pesquisa mostra que o tratamento com Hidroxicloroquina é significativamente associado à redução / desaparecimento da carga viral em pacientes com COVID-19 e seu efeito é reforçado pela Azitromicina.
De acordo com revisão sistemática, há evidência pré-clínica da eficácia e evidência de segurança do uso clínico de longa data para outras indicações, o que justifica a pesquisa clínica com a Cloroquina em pacientes com COVID-19. 
A conclusão dessa revisão foi que dados de segurança e dados de ensaios clínicos de maior qualidade são urgentemente necessários.
A Anvisa reforça que, para a inclusão de indicações terapêuticas novas em medicamentos, é necessário conduzir estudos clínicos em uma amostra representativa de seres humanos, demonstrando a segurança e a eficácia para o uso pretendido. Fecha aspas

Testes com Hidroxicloroquina realizados pela FDA

A hidroxicloroquina, um remédio usado contra alguns tipos de malária e doenças reumatológicas, apresentou resultados preliminares interessantes contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2). 

Em decorrência disso, a FDA, agência dos Estados Unidos que regula medicamentos, anunciou que irá iniciar testes mais robustos em seres humanos.

Na pesquisa francesa, já mencionada anteriormente, 20 voluntários com COVID-19 receberam a hidroxicloroquina, entre eles, alguns ainda tomaram azitromicina, um fármaco usado contra diferentes infecções.

Seis dias após a infecção, 100% dos pacientes que tomaram tanto hidroxicloroquina como azitromicina estavam curados. 

Entre os que só receberam a hidroxicloroquina, o número foi de 57,1%. 

Apenas 12,5% de um grupo controle, composto por seis pessoas infectadas que não passaram por esses tratamentos, livraram-se do vírus nesse período.

É importante ficarmos atento aos fatos e, com o bombardeio de informações que nos rodeia, mais importante ainda é sempre pesquisarmos melhor sobre determinadas afirmações e/ou notícias, antes de sairmos compartilhando ou repetindo tudo o que lemos ou ouvimos.

A Doctor Quality trouxe este artigo para apresentar alguns fatos sobre a Hidroxicloroquina, retiramos trechos de diferentes publicações e fontes, como ANVISA, OMS, etc.

Você tem algo a acrescentar sobre este tema? Deixe para nós seu comentário, logo aqui abaixo. 

Não esqueça de compartilhar este artigo caso tenha gostado das informações que trouxemos hoje aqui para você. 

Forte abraço e até a próxima!

Não vá embora ainda...

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