PortugueseEnglishSpanish

A importância das autoinspeções e auditorias internas

Desenvolvimento de Fornecedores na Cadeia de Suplimentos - Artigo Doctor Quality - Header
Desenvolvimento de Fornecedores na Cadeia de Suprimentos
10/10/2018
Qualificação de equipamentos na indústria farmacêutica
06/11/2018
Autoinspeções e auditorias internas - Artigo Doctor Quality 29-10-2018 - header

As normas regulatórias preconizam que haja um programa de autoinspeção para avaliar o cumprimento do sistema da qualidade como um todo de maneira sistemática e independente. Essas atividades podem ser conduzidas por pessoas internas habilitadas ou especialistas independentes contratados. O objetivo é precaver-se de ações corretivas em itens deficientes, bem como, garantir a estabilidade e eficiência do sistema implantado. Muitas vezes grandes dificuldades deste exercício é o da efetividade, ou seja, sua eficiência no modo de aplicação e sua eficácia em termos de resultados obtidos na implementação das ações. (Quando acontece)

Aparecem então questionamentos sobre as auditorias internas se realmente são suficientes para avaliar o Sistema de Gestão da Qualidade de uma empresa?

Deveriam ser, mas é difícil responder afirmativamente, pois muitas empresas quando auditadas pelos órgãos regulatórios ainda recebem não conformidades muitas vezes simples, apesar de manter um programa anual de autoinspeção.

Por que isso acontece?

As auditorias internas, muitas vezes deixam a desejar, em virtude de algumas atitudes dos auditores ou mesmo das organizações: Há situações que no processo de auditores internos estarem auditando a empresa, os mesmos ou as atividades internas, não são levadas em consideração, pelos gestores das áreas.

Ah! Auditoria interna. Ah tenho coisas mais importantes pra fazer!!!

Mesmo estando na empresa delegam o recebimento para outro funcionário, depois reclamam dos itens de ação solicitados e vem reclamar com o auditor, como:

Tenho como objetivo diminuir as ações corretivas para no máximo X e o relatório consta X + Y, vamos conversar. (Agora deu valor na auditoria!!)

Consideram apenas o sistema local instalado e não se preocupam se o sistema atende as diretrizes com as boas práticas atuais e suas expectativas requeridas. Apenas avaliam o que realmente enxerga e não o que deveria existir;

Alguns auditores internos estão acostumados aos procedimentos da empresa e não questionam como deveriam ser tais procedimentos. Acreditam que basta ter o procedimento;

As áreas que apresentam problemas evidentes são tratadas de maneira superficial por parte dos auditores internos e muitas vezes por parte dos auditados. Deixam para dar maior ênfase, quando se tratar de uma auditoria regulatória;

Justificativas apresentadas pelos responsáveis do setor auditado para as autoinspeções não refletem a verdadeira causa da não conformidade, especialmente quando a cultura da empresa está envolvida e conhece o problema;

As ações corretivas e preventivas associadas não são eficazes e repetidas observações são toleradas e o não atendimento a um requisito regulatório continua. Em algumas situações, essas ações corretivas e/ou preventivas somente serão avaliadas na próxima autoinspeção, ou seja, um ano depois;

Em muitos casos, a alta administração não dá o suporte adequado ou desconhece às prioridades do programa de autoinspeção e consequentemente a empresa, não dá muito valor a essas atividades rotineiras, porém, cobram desses mesmos auditores quando recebem um item de não conformidade em uma inspeção regulatória.

O processo de auditoria interna é uma ferramenta que apresenta um grande potencial para buscar a melhoria contínua de uma organização, no entanto a metodologia aplicada muitas vezes não é a mais adequada.

Uma maneira de garantir a eficácia na gestão da qualidade é quando cada área da empresa, que precisa atender os requisitos regulatórios, tem seu próprio sistema interno eficiente, independente da função da Garantia da Qualidade que responde pelo sistema como um todo.

Quando tivermos a consciência de que uma auditoria interna representa uma ferramenta para agregar valores e não de punição ou de “dedo duro”, certamente teremos auditorias mais eficazes e acima de tudo mais efetivas.

Artigo atualizado por Nelson de Oliveira

Consultor Associado “Doctor Quality Consultoria e Treinamento”,

nelson@drquality.com.br

Cel. 11 99428-5207

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *